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Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro, mas rejeita prisão domiciliar

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Foz do Iguaçu (PR) – A Cúpula do Mercosul desta semana foi marcada por um dos momentos diplomáticos mais tensos dos últimos anos.

Em seu discurso, o presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o ditador venezuelano Nicolás Maduro de narcotraficante (ou narcoterrorista, segundo versões registradas por veículos internacionais), adotando um tom duro e confrontacional — tudo isso diante do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que havia defendido minutos antes uma postura diplomática mais cautelosa em relação à Venezuela.

Ataque direto e discurso sem filtros
Conhecido por sua retórica agressiva, Milei não poupou palavras ao classificar o regime venezuelano como uma “ditadura criminosa” responsável por uma tragédia humanitária regional.

Ao empregar o termo narcotraficante para se referir a Maduro, o presidente argentino elevou o tom do debate e rompeu com o tradicional cuidado protocolar observado em encontros multilaterais.
Segundo Milei, a complacência internacional apenas fortalece regimes autoritários e criminosos, defendendo que o Mercosul abandone ambiguidades e assuma uma condenação clara ao governo chavista.

Contraste com Lula
A fala de Milei ocorreu logo após o pronunciamento de Lula, que alertou para os riscos de isolamento diplomático e de possíveis intervenções externas na Venezuela.

O presidente brasileiro defendeu o diálogo como caminho para a estabilidade regional, enfatizando que sanções e pressões extremas tendem a agravar crises humanitárias.

O contraste foi imediato e evidente: enquanto Lula apostou na diplomacia, Milei preferiu o confronto direto, escancarando a divisão ideológica dentro do próprio Mercosul.

Clima de constrangimento
Nos bastidores, diplomatas relataram desconforto com a declaração do argentino. A avaliação é que o discurso tensionou ainda mais a já frágil coesão do bloco, além de expor publicamente divergências que costumam ser tratadas de forma reservada.

Apesar disso, aliados de Milei afirmam que o presidente apenas verbalizou o que muitos líderes pensam, mas evitam dizer em público.
Impacto regional
O episódio reforça a guinada da política externa argentina sob Milei, alinhada a discursos mais duros contra governos de esquerda na América Latina.

Ao mesmo tempo, coloca o Brasil em posição delicada, tentando equilibrar liderança regional, pragmatismo econômico e defesa da soberania dos países vizinhos.

A Cúpula do Mercosul terminou sem consenso sobre a Venezuela, mas com um recado claro: a unidade do bloco enfrenta um de seus testes mais difíceis desde a sua criação.

Fonte| Ipirá

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