Política

Moraes nega pedido e impede Flávio e Carlos Bolsonaro de acompanhar o pai em cirurgia

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não autorizar que Flávio e Carlos Bolsonaro acompanhem o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a cirurgia marcada para o período do Natal.

Bolsonaro, que está sob custódia, passará por um procedimento cirúrgico para correção de hérnia inguinal, com internação prevista para o dia 24 e cirurgia no dia 25 de dezembro.

A autorização para o procedimento médico foi concedida pelo próprio ministro, mas com restrições quanto ao acompanhamento familiar.
Segundo a decisão, apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro poderá permanecer como acompanhante durante todo o período de internação e no momento da cirurgia.


Já os filhos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro não receberam autorização para acompanhar o pai no hospital. Eventuais visitas, caso ocorram, dependerão de pedido específico e nova autorização judicial.
Justificativa e regras impostas

A decisão segue as regras aplicáveis a presos sob responsabilidade do STF e leva em conta critérios de segurança, controle de acesso e custódia. Moraes também determinou que, durante a internação, Bolsonaro não poderá utilizar aparelhos eletrônicos, como celular, e deverá permanecer sob vigilância adequada.

O entendimento do ministro é de que o acompanhamento irrestrito por familiares que exercem mandato político poderia gerar risco de descumprimento das condições impostas e dificuldades no controle do ambiente hospitalar.
Repercussão política

A medida provocou reação entre aliados do ex-presidente, que classificaram a decisão como excessivamente rígida, enquanto críticos defendem que Moraes apenas aplicou os mesmos critérios usados em outros casos semelhantes, sem privilégios.

O episódio reacende o debate sobre os limites entre direitos familiares, tratamento médico humanizado e regras de custódia judicial, especialmente quando envolvem figuras centrais da política nacional.

A expectativa agora é sobre o pós-operatório e se haverá novos pedidos da defesa para flexibilizar as condições de visita durante o período de recuperação.

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