Se a Europa não importa petróleo iraniano, como é que o conflito no Irão afeta o comércio?

🅱️LOG SEM 🅰️RRUDEI🅾️

As tensões no Médio Oriente ameaçaram fazer subir a inflação e os custos da energia, apesar de a UE ter poucas relações comerciais diretas com Teerão.
O comércio direto entre a União Europeia e o Irão é extremamente reduzido, com dados do Eurostat que mostram que as importações do Irão representam cerca de 0,03% do total das importações da UE, em grande parte devido às sanções impostas pelo bloco ao país.
No entanto, as perturbações na região do Golfo na sequência da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão continuam a deixar as economias europeias expostas, em parte devido ao Estreito de Ormuz – que se situa entre o sul do Irão e o norte de Omã – e em parte devido à dependência do continente dos mercados globais de petróleo e gás.
Em 2023, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz, o que equivale a um quinto do consumo mundial de líquidos petrolíferos, de acordo com a Administração de Informação sobre Energia dos EUA.
Algumas importações europeias de energia dependem desta rota marítima. Um estudo do Instituto ifo estima (fonte em inglês) que cerca de 6,2% das importações de petróleo bruto da UE e 8,7% das suas importações de gás natural liquefeito transitam pelo Estreito
Os países europeus também são afetados devido à sua dependência dos mercados mundiais de petróleo e de gás. As perturbações no transporte marítimo fizeram disparar os preços e levaram os países do G7 a chegar a acordo sobre a libertação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas de petróleo – a maior distribuição de emergência de que há registo.
Simone Tagliapietra, membro sénior do grupo de reflexão Bruegel, de Bruxelas, afirmou que o aumento dos preços da energia pode fazer subir a inflação e abrandar o crescimento económico na Europa.
“Se os preços do petróleo e do gás continuarem a subir, a principal consequência económica para a Europa será um aumento da inflação e um impacto no crescimento económico”, afirmou.
Fonte| Euronews
Blog Sem ARRUDEIO




