Política

SELEÇÃO IRANIANA DE FUTEBOL ELIMINADA DA TAÇA ASIÁTICA FEMININA. ATLETAS TEMEM REGRESSO AO IRÃ

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A seleção iraniana de futebol perdeu o seu último jogo da fase de grupos da Taça Asiática Feminina na Austrália e agora enfrenta a incerteza quanto ao regresso a casa. Cinco jogadoras pediram asilo. O Irão, conhecido pelo seu regime opressor, enfrenta uma guerra contra Israel e os EUA.

A guerra ainda não tinha começado quando a seleção feminina iraniana chegou à Austrália para participar no torneio asiático de futebol feminino. A Asian Cup 2026 está a realizar-se de 1 a 21 de março. Os EUA e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão em 28 de fevereiro. Até então, a tensão no Irão estava elevada não só pelos sangrentos protestos contra o regime, mas também pela ameaça de um possível ataque liderado por Israel e pelos EUA.    

No jogo inaugural da competição, contra a Coreia do Sul, a seleção iraniana não cantou o hino da República Islâmica. O gesto levantou questões sobre se se tratava de um protesto contra o regime islâmico ou de uma demonstração de luto pela morte do líder religioso, o Ayatollah Ali Khamenei, que tinha acabado de morrer e cujas autoridades decretaram luto nacional de 40 dias.

A Coreia do Sul venceu essa partida inaugural por 3-0. No final da partida, o plantel recusou-se a comentar o sucedido e não falou sobre a guerra ou a morte do ayatollah Ali Khamenei. Protesto ou não, o mesmo foi visto de várias formas. Se, por um lado, sobretudo na comunidade internacional, o silêncio das jogadoras foi visto como um ato de resistência ou luto, no Irão foi visto como um ato de traição, segundo escreve Masih Alinejad. “A televisão estatal chamou-as de ‘traidoras em tempo de guerra'”, diz a ativista iraniana numa publicação na rede X.

Fonte | Euronews

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