EUA aliviam sanções contra o petróleo venezuelano e Caracas reabre comércio de energia

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Washington autoriza as suas empresas a explorar e comercializar petróleo bruto venezuelano e a importar fertilizantes, no meio de tensões energéticas mundiais.
Ao mesmo tempo, a Venezuela começa a exportar gás para a Colômbia e procura relançar a sua agenda económica externa.
A decisão do governo dos Estados Unidos de autorizar as suas empresas a desenvolver determinadas actividades relacionadas com a exploração e a comercialização do petróleo venezuelano introduz um novo elemento no complexo tabuleiro energético e diplomático do continente.
A licença emitida pelo Departamento do Tesouro permite a extração, o transporte, o armazenamento e a venda de petróleo bruto e derivados, desde que estes produtos sejam importados por empresas americanas.
A autorização inclui transações com o governo venezuelano e com a empresa petrolífera estatal PDVSA, embora imponha condições legais claras: os contratos devem ser regidos pela lei americana e qualquer litígio será resolvido nos EUA. Além disso, Washington mantém restrições às operações ligadas a atores da Rússia, do Irão, da Coreia do Norte, da Cuba e a certos sectores da China, bem como a indivíduos sancionados.
Esta medida surge num contexto de grande volatilidade nos mercados internacionais da energia. As tensões no Médio Oriente e as dificuldades nas rotas estratégicas de abastecimento pressionaram em alta os preços do petróleo bruto e dos produtos associados. Neste cenário, os Estados Unidos adotaram medidas para expandir a oferta mundial, como a libertação parcial de reservas estratégicas e a flexibilização temporária de certas restrições comerciais relacionadas com o petróleo.
A licença sobre o petróleo bruto venezuelano vem juntar-se a outras autorizações recentes relacionadas com a exploração e comercialização de ouro por empresas norte-americanas e à abertura das importações de fertilizantes da Venezuela, cujos preços também foram afectados pela situação internacional.
Estas decisões apontam para uma estratégia de diversificação da oferta numa altura de incerteza quanto à estabilidade do mercado.
Fonte | Euronews
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