GOVERNAR PARA TODOS ”? TARCÍSIO BANCA PARADA LGBT E ESCANCARA A VELHA POLÍTICA DE AGRADAR UM LADO

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Quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, justificou o uso de dinheiro público na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo com o argumento de que “governa para todos”, a frase soou bonita — mas difícil de engolir.
Na prática, a conta não fecha.
Dinheiro público tem lado?
A Parada LGBT é, sem dúvida, um evento gigantesco, que movimenta turismo e milhões na economia. Mas a pergunta que muitos fazem — e que o discurso oficial evita — é simples:
se é “para todos”, por que o dinheiro vai sempre para pautas específicas?
Não se trata de negar a importância do evento, mas de questionar a coerência do argumento. Porque, no fim das contas, escolher onde investir dinheiro público é fazer política — e escolher lados.
TV Cultura: cultura ou narrativa?
O mesmo raciocínio vale para a TV Cultura.
Mantida com recursos do contribuinte, a emissora é frequentemente defendida como símbolo de educação e cultura. Mas cresce a percepção de que, assim como outros aparelhos públicos, ela não está imune a recortes ideológicos.
E aí surge outra dúvida incômoda:
o contribuinte está financiando cultura — ou uma visão específica de mundo?
ÁO mito do “governo neutro”
A fala de Tarcísio revela um problema maior da política brasileira:
o discurso de neutralidade que não se sustenta na prática.
Nenhum governo governa para todos. Nunca governou.
Toda decisão:
prioriza um grupo
desagrada outro
e revela uma escolha política
O resto é retórica.
A política do menor desgaste
No Brasil, o que muitos enxergam é uma lógica clara:
governos evitam confrontos com grupos organizados e barulhentos — especialmente os que dominam o debate público.
O resultado?
Decisões que parecem menos baseadas no interesse geral e mais na tentativa de evitar desgaste.
Conclusão: narrativa ou realidade?
Ao dizer que governa “para todos”, Tarcísio de Freitas tenta ocupar um espaço confortável: o da moderação.
Mas a realidade é mais dura.
Governar é escolher.
E toda escolha tem consequência — inclusive política.
No fim, o contribuinte continua pagando a conta, enquanto o discurso segue o mesmo:
bonito, amplo… e cada vez menos convincente.
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