TSE JÁ BARROU DOCUMENTÁRIO SOBRE BOLSONARO E FILME “DARK HORSE ” PODE SER ALVO DA JUSTIÇA ELEITORAL EM 2026

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O filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode enfrentar questionamentos na Justiça Eleitoral caso seja lançado em setembro, às vésperas das eleições presidenciais de 2026.
A preocupação surge em razão de um precedente recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2022, a Corte determinou a suspensão do documentário “Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?”, produzido pelo Brasil Paralelo, por entender que sua exibição no período eleitoral poderia desequilibrar a disputa presidencial.
Precedente do TSE em 2022
Na ocasião, a coligação do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva acionou o TSE para impedir a divulgação do documentário, que abordava o atentado sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora, durante a campanha de 2018.
O relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, concluiu que a produção audiovisual poderia ampliar de forma desproporcional um tema já explorado na campanha do então presidente.
Na decisão, o ministro afirmou que a medida não representava censura, mas uma forma de preservar o equilíbrio entre os candidatos durante o processo eleitoral.
O documentário acabou sendo liberado somente após o encerramento do segundo turno.
Filme recebeu R$ 61 milhões
“Dark Horse” entrou no centro do debate político após a divulgação de que o projeto recebeu cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo reportagens da imprensa nacional, a captação dos recursos teria contado com a participação do senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos possíveis candidatos do PL à Presidência da República em 2026.
O caso provocou desconforto dentro do próprio campo bolsonarista e gerou dúvidas sobre os impactos políticos e jurídicos da produção.
Produção retrata a trajetória de Bolsonaro
Dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, o longa retrata a ascensão política de Jair Bolsonaro e o atentado sofrido durante a campanha de 2018.
O elenco também inclui personagens ligados à família Bolsonaro, como Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro.
Risco de propaganda eleitoral antecipada
Embora Jair Bolsonaro esteja inelegível até 2030, o filme pode ser interpretado como uma peça de promoção política da família Bolsonaro, especialmente se Flávio Bolsonaro confirmar candidatura ao Palácio do Planalto.
Especialistas em direito eleitoral avaliam que, se a Justiça entender que a produção tem potencial para influenciar o eleitorado ou configura uso indevido do poder econômico, o TSE poderá determinar o adiamento da estreia até o fim das eleições.
Aliados divergem sobre estratégia
Nos bastidores, integrantes próximos a Flávio Bolsonaro divergem sobre a conveniência do lançamento em pleno período eleitoral.
Parte do grupo considera que o filme pode fortalecer a narrativa bolsonarista. Outra ala teme que a obra reacenda a controvérsia envolvendo o financiamento milionário e provoque mais desgaste do que ganhos políticos.
Fontes
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
O Globo
Reuters
IMDb
InfoMoney
Intercept Brasil
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