Fundador da Marcha para Jesus afirma que apoio a Flávio Bolsonaro ainda é prematuro, mas pode acontecer no futuro.

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O apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Marcha para Jesus e líder da Igreja Renascer em Cristo, afirmou que ainda é cedo para declarar apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A declaração foi dada às vésperas da tradicional Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, evento criado por Hernandes em 1993 e que reúne milhões de fiéis de diversas denominações evangélicas.
Apesar de reconhecer que uma parcela significativa das lideranças evangélicas tende a apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026, o líder religioso afirmou que o momento ainda é de observação do cenário político.
“É muito prematuro. Temos ainda uma caminhada aí nos próximos meses”, declarou Hernandes em entrevista à Folha de S.Paulo.
O apóstolo também comentou a repercussão envolvendo mensagens atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro em conversas com o empresário Daniel Vorcaro. Segundo ele, a maneira como o caso veio a público acabou gerando desgaste para o parlamentar.
“Compromete”, resumiu Hernandes ao analisar o impacto político da divulgação do episódio.
A Marcha para Jesus deste ano contará com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Flávio Bolsonaro. O evento continua sendo um dos maiores encontros públicos do segmento evangélico no Brasil e frequentemente atrai lideranças políticas de diferentes correntes ideológicas.
Em um tom conciliador, Hernandes afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também seria bem recebido caso participasse da Marcha para Jesus. Segundo ele, o evento tem caráter cristão e está aberto à participação de autoridades de diferentes espectros políticos.
Além da pauta política, o líder da Renascer em Cristo destacou o papel crescente da inteligência artificial nas igrejas. Para Hernandes, a tecnologia pode ser utilizada como ferramenta de apoio à evangelização, à administração e à comunicação das instituições religiosas, desde que empregada com responsabilidade.
As declarações ocorrem em um momento em que o eleitorado evangélico volta a ser considerado peça-chave para as eleições presidenciais de 2026, aumentando a atenção sobre os posicionamentos das principais lideranças religiosas do país.
Fonte: Folha de S.Paulo – reportagem de Anna Virginia Balloussier, publicada em 3 de junho de 2026.
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