LÁ VÊM ELES DE NOVO! LULA E CAIADO JÁ ERAM ADVERSÁRIOS EM 1989.

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Em 1989, o Brasil voltava a eleger diretamente um presidente da República pela primeira vez desde 1960. O país saía de duas décadas de regime militar, a inflação corroía salários e a sociedade depositava naquelas urnas a expectativa de inaugurar uma nova era democrática.
A disputa reuniu 22 candidatos, um recorde na história da Nova República, e contou com nomes que marcariam a política brasileira por décadas.
Naquele pleito, Luiz Inácio Lula da Silva, então com 44 anos, era o principal nome do PT, apoiado pelo movimento sindical e por diversos movimentos sociais. Ronaldo Caiado, aos 40 anos, médico e produtor rural, disputava a Presidência pelo PSD, defendendo bandeiras liberais e conservadoras, especialmente ligadas ao agronegócio e à propriedade privada. Já naquele momento, ocupavam polos ideológicos distintos.
Ao fim do primeiro turno, Fernando Collor, do PRN e Lula avançaram para a etapa decisiva da eleição. Collor acabou eleito presidente da República ao derrotar o petista no segundo turno, tornando-se o primeiro chefe do Executivo escolhido pelo voto direto após a redemocratização. Seu governo, no entanto, terminaria apenas três anos depois, com o impeachment aprovado pelo Congresso Nacional.
Passados 37 anos, Lula e Caiado voltam a ocupar lados opostos da disputa nacional. Lula, hoje com 80 anos, é presidente da República e deve buscar a reeleição pelo PT. Caiado, aos 76 anos, governador de Goiás, está no União Brasil e trabalha para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Mudaram os partidos, mudaram as alianças, mudou o Brasil. Mas os protagonistas permanecem.
É bizarro que quase quatro décadas depois alguns dos principais nomes continuem sendo justamente aqueles que já disputavam espaço naquele pleito. Enquanto novas gerações surgem na sociedade, na economia, na ciência e na cultura, a política parece caminhar em ritmo bem mais lento.
Experiência é um atributo importante, mas nenhuma democracia se fortalece quando depende continuamente dos mesmos protagonistas. A alternância de poder não significa apenas trocar governos; significa abrir espaço para novas ideias, novas lideranças e novas formas de fazer política.
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