NOVO RELATÓRIO SOBRE JK ALIMENTA NARRATIVA DA ESQUERDA CONTRA O REGIME MILITAR

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A morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ocorrida em 22 de agosto de 1976, poderá ganhar um novo desfecho histórico. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) vai analisar, na próxima reunião, um relatório que sustenta que o ex-presidente foi vítima de um assassinato político durante o regime militar.
O documento foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo�, conclui que há elementos suficientes para reconhecer que JK foi morto em uma ação articulada pela ditadura.
O acidente na Via Dutra
JK viajava em um Chevrolet Opala pela Rodovia Presidente Dutra, no trecho entre Rio de Janeiro e São Paulo, quando o carro colidiu com uma carreta. O veículo era conduzido por seu motorista, Geraldo Ribeiro, que também morreu no local.
Na época, a versão oficial divulgada pelos militares foi a de um acidente de trânsito comum. Essa conclusão foi mantida por diversas investigações posteriores.
Suspeitas nunca desapareceram
Apesar da versão oficial, familiares, pesquisadores e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil sempre levantaram dúvidas sobre as circunstâncias da morte.
Em 2012, a exumação do corpo de Geraldo Ribeiro revelou um fragmento metálico em seu crânio, reforçando a hipótese de que o motorista pudesse ter sido atingido por um projétil.
Outras teorias também foram levantadas ao longo dos anos, como:
sabotagem mecânica no automóvel;
envenenamento;
adulteração de provas;
ação coordenada de órgãos de repressão.
Comissão da Verdade e nova reavaliação
A Comissão Nacional da Verdade concluiu, em 2014, que não havia evidências suficientes para afirmar que JK foi assassinado.
Agora, o novo relatório da CEMDP aponta uma interpretação diferente e poderá levar o Estado brasileiro a reconhecer oficialmente que o ex-presidente foi vítima da ditadura militar.
JK tornou-se opositor do regime
Embora não tenha se colocado imediatamente contra o golpe de 1964, Juscelino Kubitschek passou a integrar, nos anos seguintes, a chamada Frente Ampla, movimento político que reunia lideranças oposicionistas ao regime militar.
Sua enorme popularidade e a possibilidade de voltar ao poder faziam dele uma figura vista com preocupação pelos generais.
Decisão pode ter impacto histórico
Se o relatório for aprovado, a comissão poderá recomendar a retificação da certidão de óbito de JK e reconhecer formalmente sua morte como crime político.
A decisão representaria uma das revisões históricas mais significativas sobre o período da ditadura militar no Brasil.
Legado de Juscelino
Presidente entre 1956 e 1961, Juscelino Kubitschek ficou marcado pelo ambicioso plano de metas “50 anos em 5” e pela construção de Brasília, inaugurada em 1960 e transformada no maior
Fonte| Folha de São Paulo
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