Política

“Não tem nada a ver”, diz Flávio Bolsonaro; investigação aponta suspeitas envolvendo produção de “Dark Horse”

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra a produtora Go UP Entertainment “não tem nada a ver” com o filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração ocorreu após a deflagração de uma operação policial que teve como alvo a sede da produtora e endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama.

A investigação apura supostas irregularidades em contratos relacionados ao programa de internet gratuita da Prefeitura de São Paulo.

Apesar da negativa de Flávio Bolsonaro, documentos da investigação revelados pela imprensa apontam que o delegado responsável pelo caso mencionou a existência de “consistentes suspeitas” de que recursos públicos teriam sido desviados para financiar atividades ligadas à produção do filme Dark Horse.

Segundo os investigadores, há indícios de confusão patrimonial entre a produtora Go UP Entertainment e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama. A polícia busca esclarecer se parte dos recursos provenientes de contratos públicos foi utilizada de forma irregular em despesas relacionadas ao longa-metragem.

A operação foi autorizada pela Justiça de São Paulo e incluiu o cumprimento de mandados em diversos endereços ligados aos investigados.

O foco principal da apuração é um contrato milionário firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo para a oferta de internet gratuita à população.

De acordo com a investigação, a polícia trabalha com a hipótese de que recursos públicos tenham sido transferidos para empresas subcontratadas e posteriormente direcionados a finalidades distintas daquelas previstas em contrato, incluindo gastos relacionados à produção cinematográfica.

Por outro lado, a defesa da produtora e de Karina Ferreira da Gama nega qualquer irregularidade. Os responsáveis afirmam que o filme foi financiado por fontes privadas e que não houve utilização de recursos públicos na produção da obra.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e ainda não há conclusão sobre eventual responsabilidade dos envolvidos. Até o momento, não foram apresentadas denúncias criminais nem decisões judiciais que confirmem as suspeitas levantadas pelos investigadores.

Enquanto Flávio Bolsonaro sustenta que a operação não tem ligação com o filme, documentos da própria investigação colocam a produção de Dark Horse no centro das apurações sobre o destino de recursos públicos administrados por entidades ligadas à produtora.

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