Política

Cadê o amor das empresas? Parada LGBT+ perde patrocinadores e vê arrecadação despencar

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A tradicional Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que durante anos foi tratada por grandes empresas como vitrine obrigatória de marketing e diversidade, está enfrentando uma realidade bem diferente em 2026.

O evento viu sua arrecadação despencar de cerca de R$ 5 milhões, registrados em 2022 e 2023, para aproximadamente R$ 2 milhões neste ano.

O número de patrocinadores também encolheu. Se antes diversas marcas disputavam espaço para exibir seus logotipos na Avenida Paulista, agora apenas duas gigantes permanecem entre os patrocinadores principais: Amstel, do grupo Heineken, e L’Oréal.

A debandada de empresas levanta uma pergunta inevitável: o compromisso com a causa era genuíno ou dependia apenas das tendências do mercado e do retorno publicitário? Afinal, muitas das corporações que antes coloriam seus perfis com as cores do arco-íris durante o mês de junho agora parecem ter encontrado prioridades mais lucrativas.

Segundo a organização da Parada, a queda de patrocínio chega a cerca de 60%, obrigando os organizadores a reduzir a estrutura do evento e buscar recursos alternativos, incluindo apoio de parlamentares e verbas públicas.

O contraste chama atenção. Durante anos, executivos disputaram espaço para demonstrar alinhamento com pautas identitárias e diversidade corporativa. Agora, com menos empresas interessadas em investir, fica a impressão de que o entusiasmo de parte do mercado pelo arco-íris talvez fosse mais sazonal do que ideológico.

Mesmo com menos recursos, a Parada segue confirmada e deve reunir milhares de participantes na capital paulista. A diferença é que, desta vez, o desfile parece contar com menos aplausos dos departamentos de marketing e mais preocupação com o caixa.

Fonte: Folha de S.Paulo.

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