Política

Juíza cita misoginia e cultura patriarcal para conceder perdão à assassina Monique Medeiros.

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A juíza Elizabeth Machado Louro citou questões de gênero ao decidir pelo perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Monique teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) pelo júri.

Ao anunciar a dosimetria da pena, a juíza afirmou que Monique já sofreu um castigo severo o suficiente devido aos julgamentos da sociedade, que espera que a mulher seja uma”mãe perfeita”. A magistrada disse que a reação da sociedade foi desproporcional ao papel de Monique na morte do menino.

Elizabeth citou agressões sofridas por ela na prisão e um “massacre nas redes sociais”.

Apesar de ter tido perdão judicial pelo crime de homicídio culposo, Monique foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de omissão na tortura sofrida por Henry, mas, como já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A decisão do Tribunal do Júri foi divulgada na madrugada desta quinta-feira (4/6), ao fim do 10° dia de julgamento. O 2° Tribunal de Justiça da Capital, no Rio de Janeiro, declarou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, prática de tortura e coação no curso do processo.

A sentença de Jairinho foi de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. Ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e ainda foi condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. O ex-vereador também foi absolvido de outras duas acusações de tortura.

Ao declarar a pena de Jairinho, a juíza Elizabeth Machado Louro disse que o ex-vereador tem uma “personalidade insidiosa” e que usou de “violência desproporcional”.

Créditos: Folha Uai

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