Master: delação de Vorcaro coloca cúpula do PT, Mantega e Jaques Wagner no centro das investigações.

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O escândalo envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central após investigações sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, ganhou novos contornos políticos ao atingir figuras próximas ao governo federal e lideranças históricas do Partido dos Trabalhadores (PT).
No centro das revelações está o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, que negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Segundo informações publicadas por diversos veículos de imprensa, Vorcaro teria relatado uma série de relações políticas e empresariais envolvendo integrantes da cúpula petista.
Entre os pontos mais citados está a contratação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como consultor do Banco Master. De acordo com reportagens, Mantega teria recebido cerca de R$ 1 milhão por mês para atuar em negociações estratégicas do banco. A contratação teria ocorrido após indicação do senador Jaques Wagner (PT-BA).
As investigações também alcançaram contratos firmados com empresas ligadas a familiares de Wagner. Reportagens apontam que uma empresa associada à nora do senador recebeu pagamentos milionários do grupo financeiro comandado por Vorcaro.
Outro episódio que chamou atenção foi a revelação de uma reunião realizada no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Daniel Vorcaro, Guido Mantega e outros interlocutores políticos. Segundo as reportagens, o encontro não constava da agenda oficial da Presidência.
Além disso, o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski também apareceu nas investigações.
Reportagens apontam que ele e integrantes de seu círculo profissional prestaram serviços de consultoria ao grupo ligado ao Banco Master, fato que seus representantes afirmam ter ocorrido dentro da legalidade.
Os citados negam qualquer irregularidade. Jaques Wagner afirmou estar tranquilo em relação às investigações e declarou que jamais participou de qualquer esquema ilícito envolvendo o Banco Master.
Enquanto isso, integrantes do governo acompanham com preocupação a possível homologação da delação de Vorcaro, temendo que novas informações possam ampliar o alcance político das investigações.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes, e eventuais acusações dependerão da análise das provas apresentadas, da validação da colaboração premiada e das conclusões das investigações em andamento.
Fonte: Metrópoles, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, InfoMoney, Poder360, Congresso em Foco.
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