“Nós, pobres, gostamos de coisas boas”, diz Lula, que declarou patrimônio de R$ 7,4 milhões.

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O presidente, conhecido por seu apreço por vinhos sofisticados e relógios de alto padrão, procura cultivar a imagem de um homem simples para conquistar a simpatia do eleitorado mais humilde. No entanto, para o brasileiro de discernimento, essa encenação há muito perdeu a credibilidade. Os gastos recordes com o cartão corporativo da Presidência contrastam com o discurso de austeridade e proximidade com o povo, numa realidade incompatível com a imagem que busca transmitir.
Pena que muitos, desprovidos de senso crítico, ainda se deixam seduzir por essa falácia.
Em 2017, ao denunciar a suposta formação de uma organização criminosa no âmbito da Operação Lava Jato durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Lula teria recebido vantagens indevidas que, somadas, alcançariam cerca de R$ 230 milhões. Segundo a denúncia, esses valores seriam contrapartidas por supostos favorecimentos a empresas como a Odebrecht e a OAS em contratos relacionados à Petrobras.
Na denúncia, Janot descreve Lula como o “grande idealizador” da organização criminosa que, segundo a acusação, teria sido estruturada no governo federal para viabilizar o desvio de recursos vinculados à Petrobras.
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