Lula arrota soberania, mas o Estado Brasileiro não manda sequer nas favelas

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Enquanto Lula arrota soberania em discursos internacionais, o Estado brasileiro já não é soberano sequer dentro do próprio território. A decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas escancara ao mundo uma realidade que milhões de brasileiros conhecem há décadas: em muitas regiões do país, quem manda não é o Estado, mas o crime organizado.
Nas favelas dominadas pelo tráfico, o cidadão comum vive submetido a regras impostas por facções criminosas. Há lugares onde moradores precisam pedir autorização para abrir comércio, fazer festas, mudar de casa e até circular em determinados horários. Em várias comunidades, traficantes decidem quem pode entrar, quem pode sair e até quem pode continuar vivendo naquele local. A polícia entra apenas em operações pontuais, enquanto o domínio cotidiano pertence ao narcotráfico.
Falar em soberania nacional enquanto facções controlam territórios inteiros soa como deboche para os cerca de 50 milhões de brasileiros que vivem em áreas influenciadas pelo crime organizado. Para essas pessoas, a Constituição muitas vezes vale menos que a ordem dada por um traficante armado.
Parte da esquerda brasileira contribuiu para romantizar essa realidade ao tratar criminosos como “vítimas sociais” e transformar comunidades dominadas pelo tráfico em símbolos políticos e culturais, ignorando o sofrimento de moradores honestos que vivem reféns do medo. Existe uma diferença brutal entre defender políticas sociais para as periferias e fechar os olhos para o terror imposto pelas facções.
A romantização das favelas dominadas pelo crime muitas vezes omite a rotina cruel enfrentada por trabalhadores, mães e jovens que crescem sob toque de recolher informal, tiroteios constantes e ameaças silenciosas. Quem vive nessas regiões sabe que o tráfico não representa liberdade, resistência ou cultura. Representa medo, silêncio e submissão.
O Brasil não será soberano enquanto houver bairros inteiros onde o Estado entra pedindo licença e o cidadão vive obedecendo criminosos.
Fonte| Folha Uia
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