Índice Pelé revela dura realidade: investir em clubes foi pior que deixar dinheiro parado

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Futebol dá emoção, mas não dinheiro: estudo revela que investir em clubes foi um dos piores negócios dos últimos 28 anos
Para milhões de torcedores, apoiar um clube de futebol é uma paixão que atravessa gerações.
Mas, quando o assunto é investimento financeiro, os números mostram uma realidade bem diferente. Um estudo baseado no chamado “Índice Pelé”, que acompanha o desempenho de clubes europeus listados em bolsa desde 1998, concluiu que apostar no futebol como investimento esteve longe de ser um bom negócio.
De acordo com o levantamento, enquanto o mercado global de ações acumulou valorização de cerca de 678% nos últimos 28 anos, o Índice Pelé registrou perda aproximada de 11% no mesmo período. Na prática, quem investiu € 1.000 em uma carteira global de ações teria hoje cerca de € 7.784. Já quem apostou em clubes de futebol veria o valor cair para aproximadamente € 892.
O índice reúne equipes tradicionais do futebol europeu, como o Manchester United, Juventus, Borussia Dortmund, Benfica e Porto. Apesar da força de suas marcas e da enorme base de torcedores, os clubes enfrentam uma realidade diferente da maioria das empresas listadas em bolsa.
Segundo especialistas, o principal motivo para o desempenho fraco é que os clubes não têm como prioridade gerar lucro para acionistas.
O foco costuma ser conquistar títulos, contratar grandes jogadores e manter a competitividade dentro de campo, o que frequentemente exige gastos elevados e reduz o retorno financeiro.
Os números mais recentes reforçam essa tendência. Na temporada 2025/2026, o Índice Pelé teve rendimento de apenas 0,4%, muito abaixo dos ganhos registrados pelos mercados globais e europeus.
A conclusão do estudo é clara: comprar ações de um clube pode ser uma forma de demonstrar paixão pelo time do coração, mas dificilmente representa uma estratégia eficiente para quem busca rentabilidade. No futebol, a emoção continua sendo muito maior do que o retorno financeiro.
Fonte: Euronews.
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