Política

BANCADA SEM MORAL DA OPOSIÇÃO CONTRA O PREFEITO LÉO. QUER SABER?

🅱️LOG SEM 🅰️RRUDEI🅾️

Milanez neto, Fábio Carneiro, Marcos Henrique, Jailma Carvalho, Mo Lima
Guga Pet, Zezinho Botafogo.

A política paraibana consegue produzir cenas difíceis de explicar. A bancada que faz oposição ao prefeito Léo Bezerra (PSB) resolveu cobrar dele fidelidade ao pré-candidato ao Senado João Azevêdo, que também é do PSB. O problema é que quem faz essa cobrança parece esquecer o próprio espelho.

Como exigir que Léo demonstre lealdade ao PSB quando dois vereadores do próprio partido, Jailma Carvalho e Zezinho Botafogo, fazem oposição a um prefeito filiado à mesma legenda? A pergunta é inevitável: onde está a autoridade moral para cobrar fidelidade partidária?

A situação ganha contornos ainda mais curiosos porque toda essa bancada de oposição está politicamente alinhada ao projeto do pré-candidato ao Governo Lucas Ribeiro (PP), enquanto Léo Bezerra é aliado do prefeito Cícero Lucena (MDB), que também disputa o Governo da Paraíba.

Ou seja, querem que Léo seja fiel ao PSB para uma eleição, mas não aceitam que ele construa seu próprio projeto político para outra. A lógica parece ser simples: a fidelidade só vale quando interessa à oposição.

Na prática, o discurso perde força diante dos fatos. Quem abandona o prefeito do próprio partido para integrar a oposição dificilmente reúne credenciais para cobrar coerência de quem permaneceu no PSB.

Antes de apontar o dedo para Léo Bezerra, talvez a bancada de oposição devesse responder a uma pergunta básica: como cobrar lealdade de um prefeito do PSB quando parte dos próprios vereadores do PSB faz oposição ao prefeito do PSB?

Na política, coerência continua sendo um patrimônio valioso. E, nesse episódio, é justamente ela que parece estar em falta.

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