Política

BOLSONARO: “O GENOCIDA” FOI INOCENTADO, E A GRANDE MÍDIA SEGUE EM SILÊNCIO

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O Ministério Público Federal arquivou uma notícia de fato apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de sua família. O documento atribuía a eles uma série de supostos crimes, entre os quais “genocídio na condução da pandemia” de Covid-19, corrupção, lavagem de dinheiro, envolvimento com milícias, tráfico de drogas e uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência.

No despacho, a procuradora Luciana Furtado de Moraes considerou que as acusações eram genéricas e inespecíficas, sem a apresentação de elementos concretos que justificassem a abertura de uma investigação criminal. Parte das alegações estava fundamentada em vídeos publicados na internet e conteúdos produzidos por youtubers.

Em relação à pandemia, a denunciante alegava que teria ocorrido falta de gestão e de efetividade na condução da saúde pública, classificando a atuação do governo Bolsonaro como genocídio contra a população brasileira. O MPF, entretanto, entendeu que o documento não indicava fatos específicos, provas ou circunstâncias suficientes para sustentar a acusação.

O arquivamento encerra esse pedido específico de investigação, mas não equivale a uma sentença de absolvição nem significa que o MPF tenha realizado uma análise completa de todas as decisões tomadas pelo governo federal durante a crise sanitária. Uma checagem publicada após a decisão classificou como enganosa a afirmação de que o órgão teria “comprovado que não houve corrupção nem genocídio” no governo Bolsonaro.

Na prática, o Ministério Público concluiu que aquela representação, da forma como foi apresentada, não continha elementos mínimos para justificar o prosseguimento do procedimento contra Bolsonaro e seus familiares.

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