Trump reúne 19 países em aliança contra narcotráfico; Brasil fica de fora que foi representado por Lula

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O Brasil não integra o Escudo das Américas, coalizão criada sob a liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ampliar a cooperação regional contra o narcotráfico e organizações criminosas. O grupo foi lançado em março de 2026 e reúne atualmente 19 países, embora nem todos tenham o mesmo nível de participação.
Nesta terça-feira (22), representantes da aliança se reuniram em Nova York, paralelamente à Assembleia-Geral da ONU. Entre os participantes da declaração conjunta estavam Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
No encontro, os países anunciaram ações individuais e coordenadas contra 24 organizações classificadas pelo grupo como narcoterroristas. A relação inclui as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Entre as medidas previstas estão congelamento de ativos, restrições migratórias e de vistos e responsabilização de pessoas que forneçam apoio material às organizações, respeitando a legislação de cada país.
Trump defendeu uma ofensiva mais dura contra os cartéis e comparou essas organizações a grupos terroristas. A coalizão também prevê maior cooperação entre seus integrantes no enfrentamento ao crime transnacional.
O governo brasileiro adotou uma posição diferente. Em seu discurso na ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país não pretende “terceirizar responsabilidades” no combate ao crime organizado e defendeu cooperação internacional preservando a soberania nacional.
Brasil e México estão entre os países da região que não aderiram ao Escudo das Américas.
Fonte: Reuters, UOL e declaração conjunta do Escudo das Américas
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