Política

BOM RELEMBRAR: Irã Justificou Execução de Homossexuais em Público com Base em “Valores Morais”

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Em junho de 2019, uma declaração do então ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, causou indignação internacional e voltou a expor a brutalidade das leis iranianas contra a comunidade LGBT+. Durante entrevista à revista alemã Bild, Zarif foi questionado se homossexuais eram, de fato, executados no país por sua orientação sexual. A resposta do chanceler foi direta e chocante:

> “Nossa sociedade tem princípios morais e vive de acordo com esses princípios. […] É necessário obedecer à lei e à moral pública.”



Com essa afirmação, o regime iraniano reafirmou sua política de punições extremas, incluindo a pena de morte, como forma de “preservar” os chamados valores islâmicos e tradicionais. Segundo o código penal do Irã, baseado na sharia, relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são puníveis com pena capital, especialmente quando envolvem homens.

Estima-se que entre 4.000 e 6.000 pessoas foram executadas por suposta homossexualidade no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. Embora o governo muitas vezes alegue que os acusados também cometeram outros crimes, organizações internacionais de direitos humanos afirmam que a orientação sexual tem sido usada como principal justificativa para execuções — algumas inclusive públicas.

Em 2022, a Anistia Internacional e o Human Rights Watch denunciaram a execução de três homens na cidade de Ahvaz, apenas por “práticas homossexuais”, sem qualquer acusação adicional, reforçando que a repressão segue ativa.

A resposta internacional ao posicionamento de Zarif e às políticas do regime iraniano foi imediata. Países como Alemanha, Canadá e Estados Unidos condenaram publicamente o Irã. Representantes da ONU destacaram que a aplicação da pena de morte por orientação sexual é uma violação grave dos direitos humanos e um retrocesso civilizacional.

Atualmente, o Irã é um dos poucos países do mundo onde o simples fato de uma pessoa se identificar como homossexual pode levar à prisão, tortura e até à execução. A política é defendida como uma “manutenção da ordem moral”, mesmo diante da condenação global.

Conclusão
É sempre bom relembrar declarações como essa para entender o nível de intolerância institucionalizada em regimes teocráticos como o iraniano. Enquanto o mundo caminha, ainda que lentamente, rumo à proteção e valorização da diversidade, o Irã permanece preso a um sistema brutal, onde o Estado usa a religião como justificativa para o assassinato de seus próprios cidadãos por serem quem são.

Fontes: DW, Bild, Observatório G, Guiame, Wikipedia, Human Rights Watch, Anistia Internacional.

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