O FANATISMO E A INTELIGÊNCIA NUNCA MORARAM NA MESMA CASA. Ariano Suassuna

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O fanatismo não é apenas excesso de crença: é, sobretudo, recusa do pensamento.
E é nesse ponto que a frase atribuída a Ariano Suassuna (1927–2014) ganha força simbólica. Escritor, dramaturgo, professor e um dos maiores defensores da cultura popular brasileira, Suassuna construiu uma obra marcada pela valorização do diálogo, da arte e da complexidade humana.
Para ele, e para a tradição intelectual que sua obra inspira, a inteligência não convive com certezas fechadas. Ela depende da dúvida, da escuta e da capacidade de reconhecer o outro. Já o fanatismo, em qualquer esfera, política, religiosa ou ideológica, tende a simplificar o mundo até torná-lo irreconhecível.
Nesse contraste, a frase ecoa como alerta: quando a certeza absoluta ocupa a casa, a reflexão é expulsa. E sem reflexão, não há inteligência, apenas repetição.
No Brasil contemporâneo, onde discursos extremos ganham cada vez mais espaço, a reflexão atribuída a Suassuna segue atual: defender a inteligência é, antes de tudo, defender o direito de pensar sem dogmas.
Fonte |
LUZ MANIFESTO
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